Tuesday, November 22, 2005

Vejam isto...

O artigo é interessante e o blog é excelente...

http://puraeconomia.blogspot.com/2005/11/antnio-manuel-pinto-barbosa.html

Thursday, November 10, 2005

Precisa-se de matéria prima para construir um País!

Por Eduardo Prado Coelho - in Público

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos.
Pertenço
a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.
Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro...
Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim,
exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!

EDUARDO PRADO COELHO

Wednesday, November 02, 2005

Useful Tool... Again

http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/

Saturday, September 24, 2005

Useful tool (II)

www.eusou.com.pt

Sunday, September 18, 2005

TPC de Inglês

Trabalho de tradução para inglês em período de férias:

Três bruxas olham para três relógios swatch. Qual bruxa olha para qual relógio swatch?

E agora em inglês:

Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which
Swatch watch?

Agora para especialistas:

Três bruxas suecas e transsexuais olham para os botões de três relogios
swatch suíssos. Qual bruxa sueca transsexual olha para qual botão de
qual relogio swatch suísso?

E em inglês:

Three Swedisch switched witches watch three Swiss Swatch watch switches.
Which Swedisch switched witch watch which Swiss Swatch watch switch?

Thursday, September 08, 2005

Usefull tool

http://uk.multimap.com/index/

Thursday, August 11, 2005

Entrevista a José Ferreira Machado: "Resolver o défice é resolver o problema do Estado na economia"

 Portugal poderá tornar-se o Alabama, se uma reforma de mentalidades, a par
 da Constituição, não se verificar.                                        
                                                                           
 José António Machado, director da Faculdade de Economia da Universidade   
 Nova de Lisboa, acredita que o Estado está demasiado presente na economia 
 portuguesa. Não havendo “varinhas mágicas ou bolas de cristal” que        
 condicionem e prevejam o futuro, “a solução mais sensata é libertar a     
 economia” e devolver a “iniciativa, à iniciativa privada”. Assim, o       
 professor universitário defende que se criem oportunidades e se dêem      
 incentivos para que as ‘coisas’ funcionem. É a resposta liberal do líder  
 de uma das principais escolas de economia do país.                        
                                                                           
 Qual o principal problema da economia portuguesa?                         
 O principal problema é a Constituição [da República Portuguesa]. A        
 Constituição é um obstáculo a tudo o que é necessário a fazer na economia.
 O covil do monstro [da despesa pública] é a Constituição.                 
                                                                           
 Esta não é uma visão ‘legalista’, para quem é director de uma faculdade de
 economia?                                                                 
 Focar na Constituição é focar no cerne dos nossos problemas. A maior parte
 das reformas que é preciso fazer são anticonstitucionais. Quando as       
 pessoas tiverem dispostas a mudar este aspecto, estão dispostas a mudar   
 muito mais.                                                               
                                                                           
 As pessoas estarão dispostas a fazer essa mudança constitucional?         
 Provavelmente não estão. Mas a realidade vai se encarregar de as fazer    
 aceitar. As pessoas na Argentina também achavam que tinham direitos       
 adquiridos… Eu ao dizer que o problema está na Constituição estou a ser   
 provocador. Provavelmente pensava que eu iria dizer que o problema era o  
 défice. Mas é claro que o défice não se resolve assim: congelando os      
 salários da função pública. Resolver o problema orçamental é resolver o   
 problema do Estado na economia.                                           
                                                                           
 Como vê a saída do professor Campos e Cunha?                              
 Quando li o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) lembrei-me       
 daquelas cargas da cavalaria ligeira em que o capitão vai à frente e olha 
 para trás e o resto da cavalaria não o acompanha. O PEC era o programa do 
 ministro das Finanças. Não se consegue resolver o problema da despesa     
 pública se se achar que o controlo dos gastos é somente da                
 responsabilidade do ministro das Finanças. É da responsabilidade do       
 Governo e neste sentido não há vida para além do défice.                  
 Muitos governos têm esta tentação: acham que escolhendo um académico      
 reputado com fama de duro resolve o problema. Isto não dá resultado, nem  
 vai dar.                                                                  
                                                                           
 Porque é que Portugal não cresce?                                         
 Se nós virmos o século XX, Portugal foi o país que mais cresceu no mundo. 
 Estamos agora numa área onde os nossos parceiros estão a crescer mais.    
 Portugal vai com certeza crescer em termos absolutos. Mas há muitos que   
 vão melhorar mais depressa que nós e por isso vamos ficar com a sensação  
 que ficamos para trás. Eu comparo isto com o Alabama. A maior parte das   
 pessoas do mundo gostaria de viver nesse Estado norte-americano face aos  
 países onde estão. Mas o Alabama é o pior Estado dos EUA. Não é mau viver 
 nesse Estado, excepto se se considera a possibilidade de viver em qualquer
 outro.                                                                    
                                                                           
 Mas porque não crescemos mais do que os nossos parceiros?                 
 Tem haver com os fundamentos do crescimento: a educação da força de       
 trabalho; o mau funcionamento da justiça, e um mercado de trabalho        
 extremamente pouco flexível.                                              
 A mesma taxa de desemprego esconde fluxos muito diferentes de entrada e   
 saída no mercado de trabalho. E esses fluxos é que são importantes uma vez
 que têm a haver com a rapidez com que os recursos se adaptam à realidade, 
 com os enlaces que se estabelecem.                                        
 A chave da produtividade é um bom enlace: ter os trabalhadores certos na  
 empresa certa. Actualmente a mobilidade no mercado de trabalho não existe.
 Depois há pequenas coisas. Um desrespeito latente e permanente à ordem... 
 O estacionamento é disso exemplo.                                         
                                                                           
 Associado a um aumento consumo não está um sacrifício maior do futuro?    
 Se os créditos estão associados a julgamentos de mercado esse problema não
 existe. Como é necessário servir a dívida, esses empréstimos têm de ter   
 uma rendibilidade superior à taxa de juro de mercado. Embora, é óbvio que 
 há riscos.                                                                
 O crédito é uma coisa boa. É uma das maiores invenções da humanidade.     
 Permite suavizar padrões de consumo, transferir rendimentos para períodos 
 diferentes no tempo. Se não houvesse crédito não haveria investimento e o 
 bem-estar das famílias seria muito menor. A demonização do crédito é algo 
 que não partilho.                                                         
                                                                           
 E as importações? São algo ‘demoníaco’?                                   
 As importações são uma coisa excelente também. São também uma grande      
 invenção da humanidade. Eu consumo o que importo. O meu bem-estar depende 
 daquilo que importo. Claro que eu preciso de pagar as importações, por    
 isso tenho de exportar.                                                   
 As importações aumentam o que tenho disponível para consumir. Pior não    
 posso ficar. Se alguém me dissesse que eu poderia importar sem produzir e 
 sem exportar, isso era o nirvana.                                         
 “O investimento público só faz sentido no longo prazo, se atacar os       
 fundamentos do crescimento económico”                                     
                                                                           
 Tem-se falado muito na questão do investimento público para dinamizar a   
 economia. Faz sentido esta abordagem?                                     
 O investimento público ou faz sentido no longo prazo, ou então não faz    
 sentido nenhum.
 Se queremos dinamizar a economia vamos então pôr-nos na   
 lógica keynesiana de abrir e tapar buracos. Isso gera emprego, como alguém
 já afirmou, na Ucrânia ou em Cabo Verde.                                  
 O investimento só faz sentido no longo prazo, se atacar os fundamentos do 
 crescimento económico. Devo confessar que este tipo de argumentos já os   
 achava ultrapassados.                                          
 E numa perspectiva de longo-prazo, fazem estes investimentos sentido. O   
 estudo do professor Marvão Pereira tem sido apresentado pelo ministro     
 Manuel Pinho para credibilizar estes projectos e justificar a sua         
 rendibilidade.                                                            
 Quem cita esse estudo ou não o leu, ou não o entendeu. O trabalho é um    
 estudo agregado: ou seja não permite dizer se é este ou aquele projecto   
 que tem rendibilidade. Desde que se gaste um determinado montante, o      
 estudo dará sempre o mesmo resultado quer seja a Ota, quer seja a abertura
 de estradas na minha serra.                                 
 Além disso, o estudo mostra a rendibilidade que existiu dada o ponto de   
 partida em que a economia portuguesa estava. É como querer usar a taxa de 
 crescimento de um miúdo desde que nasce até aos sete anos, para estimar a 
 altura na idade adulta. Ter citado este artigo para justificar este nível 
 de investimentos revela bem a falta de argumentos. É um argumento         
 desesperado.                                                              
                                                                           
 Portugal está centrado no problema e não nas soluções?                    
 Exacto. Quais são as alternativas que estão sobre a mesa? Eu não vi a     
 lista de alternativas e a sua hierarquização. Não sendo especialista de   
 transportes eu não sei qual a melhor opção, mas sei que a metodologia     
 utilizada para a opção destas infra-estruturas deixa-me um pouco          
 desconfortável.                                                           
                                                                           
 Perfil: Um economista liberal                                             
 Foi eleito director da Faculdade de Economia da Universidade Nova de      
 Lisboa, depois da saída de Luís Campos e Cunha para o Ministério das      
 Finanças. Prestigiado econometrista e especialista em economia do         
 trabalho, Ferreira Machado obteve o Mestrado e o Doutoramento em Economia 
 na Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, nos EUA.                
 Em paralelo com a sua carreira académica, José Ferreira Machado é         
 consultor do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal desde
 1992.                                                                     
                                                                           
 Por: Filipe Charters de Azevedo                                                
                                                                           

Wednesday, August 03, 2005

Horas de trabalho

Hoje vim trabalhar, para o meu trabalho de consultor às 9h00. Fui o segundo. O terceiro e o quarto chegaram pouco depois. Esses 3 (além de mim) que chegaram mais cedo são os 3 elementos mais novos da equipa. Porque será? Será da inexperiencia? Será que querem mudar algo? Ou não será nada?
São agora 9h22. Já chegaram mais 4 pessoas, mas ainda não começaram a fazer nada. Porque será? Porque será que estou a escrever isto?

Autobiography in five Chapters

1
I walk down the street.
There is deep hole in the pavement.
I fall in.
I am lost… I am hopeless.
It isn’t my fault.
It takes forever to find a way out.
2
I walk down the same street.
There is deep hole in the pavement.
I pretend I don’t see it.
I fall in again.
I can’t believe I’m in the same place.
But it isn’t my fault.
It still takes a long time to get out.
3
I walk down the same street.
There is a deep hole in the pavement.
I see it is there. I still fall in … It’s a habit.
My eyes are open.
I Know where I am.
It’s MY fault.
I get out immediately.
4
I walk down the same street.
There is a deep hole in the pavement.
I walk around it.
5
I walk down another street.

Nyoshul Khenpo

Tuesday, August 02, 2005

The most beautiful girl in the world


Fui ao Google/ Images e escrevi "The most beautiful girl in the world". A Primeira imagem que apareceu foi esta. A modelo brasileira Giselle B. Esta é a escolha de hoje, mas amanhã poderá ser outra. Lembrem-se quão curta é a memória humana.

Friday, July 22, 2005

Segurança

Quando a nossa segurança está ameaçada, então percebemos o que é viver sem liberdade. Hoje em Londres policias balearam um homem no metro por alegadas suspeitas de qualquer coisa. O medo de mais um ataque torna as autoridades mais sensíveis. Os terroristas conseguem os seus objectivos plenamente, criar no coração do mundo ocidental o medo que eles sentem todos os dias nas suas terras.
Obviamente que a violencia não se combate com violencia, mas enquanto usarmos a violencia como forma preventiva (sem que tenha havido violencia antes) então nunca dormiremos descansados.
Que a morte seja apenas uma passagem para outro nível, pois assim deixo-me de preocupar com a minha segurança e continuo a viver a minha vida.